quinta-feira, 4 de junho de 2015

A leitura como estímulo à criação

            



                       A aquisição do espírito crítico e o desenvolvimento do vocabulário parecem ser à primeira vista, dois dos principais efeitos da leitura sobre o indivíduo. No entanto, apesar de reconhecê-los como atributos ou consequências naturais do ato de ler, acrescento um terceiro sem o qual toda e qualquer leitura que eu faça com meus alunos parece ficar incompleta. Trata-se da criação. A leitura é essencial para a compreensão do escrever, ou seja, só quando leio o texto literário e este me estimula a escrever ou criar a partir dele, é que o círculo se fecha.
          O mundo ficcional, a imagem poética, como vimos a partir de sua ambiguidade, estimulam o imaginário de forma que, ao ler, me transformo em co-autora; escrevo com o autor uma outra e a mesma história na minha imaginação. Esta transformação se dá ao nível da reflexão – sou autora da casa descrita no texto, dos trejeitos da personagem, da rua, cidade onde se passa os acontecimentos – e ao nível da criação no momento em que objetivo minha história, no momento em que escrevo. O ciclo do prazer se fecha: agora, também eu escrevi uma história, um poema, um texto objetivo etc.
               Esta intimidade com a criação a que me leva a leitura, me faz compreender melhor o ato de escrever e chego com Frank Smith a conclusões bastante interessantes:

a)   Redigir pressupõe o saber ler, mas a leitura pode prescindir do escrever embora a atividade redacional ofereça pistas ou atalhos à compreensão de alguns aspectos da leitura.
b)   A despeito da enorme ênfase na alfabetização e dos esforços (pressões) das escolas em promoverem a alfabetização, as escolas não são lugares adequados para se aprender a escrever e a ler.
c)   O escrever e o ler não deveriam ser ensinados, pelo menos não como matérias ou disciplinas escolares... o que os aprendizes precisam é saber como a redação e a leitura fazem sentido em suas vidas.
O texto é polêmico, principalmente a segunda afirmativa, pois todos nós sabemos que é na escola que as crianças iniciam seu aprendizado de leitura. Mas, segundo observei, Frank Smith não está sozinho. Ruth Rocha, conhecida autora de livros infantis e infanto-juvenis, em entrevista à revista semestral da Associação de Leitura do Brasil afirma também que é na escola que a maioria das crianças desenvolve a capacidade de ler, mas, segundo ela, em vez de matéria obrigatória, a leitura deveria ser transformada em atividade artística:
Eu acho que é uma coisa que tem duas faces, como tudo no mundo tem direito e avesso. Por um lado, eu acho que a escola é, às vezes, a única oportunidade que as crianças têm de entrar em contato com a leitura. Se a gente contar o número de crianças que lêem ou que tiveram acesso à leitura a gente vai ver que um grande número teve acesso à leitura através da escola. Por outro lado, a leitura não ser selecionada, vamos dizer, na base do que ela tem de “mensagem”. A leitura deveria ser posta na escola como uma atividade e não como uma lição, como uma aula, como uma tarefa (grifo meu). O texto não deveria ser usado, por exemplo, para a aula de gramática, a não ser que fosse usado de uma maneira criativa, muito engraçada, muito interessante. Por que, se assim não for, faz com que a leitura fique parecendo uma obrigação, uma tarefa e aquela velha frase de Monteiro Lobato – “É capaz de vacinar a criança a criança contra a leitura para sempre.”
Trata a leitura como uma atividade artística. Talvez esta seja a forma de não vacinar as crianças contra ele. E é também minha proposta enquanto professora da língua. Sempre que leio ou apresento um texto a meus alunos, de alguma forma concluímos a leitura com uma produção escrita por eles, seja ela feita em grupo, seja feita individualmente.
Para Moacir Gadoti também o ato de ler é incompleto sem o ato de escrever. Como ele mesmo diz:
O ato de ler é incompleto sem o ato de escrever . um não pode existir sem o outro. Ler e escrever não apenas palavras, mas ler e escrever a vida , a história. Numa sociedade de privilegiados a leitura e a escrita são um privilegio. Ensinar o trabalhador apena a escrever o nome ou assiná-lo na carteira profissional, ensiná-lo a ler alguns letreiros na fábrica como perigo, atenção, cuidado (grifos meus), para que ele não provoque algum acidente e ponha em risco o capital do patrão não é suficiente... não basta ler a realidade. É preciso escrevê-la.
Pensando então na leitura como uma atividade também de criação, e no prazer que produzir textos dá ao individuo, é que sempre optei pela escrita como complemento da leitura.
Ensinar ao meu aluno o prazer de criar – e aqui criar não se refere tão-somente ao ineditismo daquilo que se produziu, mas ao fato de poder colocar a realidade em movimento, a roubar fagulha do fogo divino como o mito de Prometeu sugere – é o que considero função fundamental no ato de ensinar a ler. 

Leitura: uma aprendizagem de prazer – Vargas, Suzana, 4ª edição, 2000 – Ed.José Olympio R.J. Texto págs. de 12 a 15.

Postado por: Maria Magalhãaes 

Os Dez Mandamentos do Otimismo


Sempre diga que hoje é o melhor dia da minha vida: portanto, não o sobrecarregue com lembranças dolorosas de ontem; nem com temores covardes do amanhã. Viva cada dia com entusiasmo e intensidade.
Sempre irradie amor, cordialmente e simpatia. Distribua seus tesouros espirituais, pois quanto mais você der, mais enriquecerá.
Construa você mesmo(a) a sua vida; não permita que opiniões e erros alheios te conduzam ao fracasso.
Não ajude esperando receber algo em troca. A maior fonte de energia está em você mesmo; quando aprender a utilizá-la descobrirá o quanto você é rico e forte.
Seja honesto, pontual e exigente com você mesmo. Quem não tem disciplina, desperdiça tesouros de energia física e mental, acabando por destruir-se.
Jamais se esqueça de cuidar do corpo e da mente, conservando ambos sadios. Os males de um se refletirão infalivelmente no outro, os dois merecem atenção constante e por igual.
Tenha paciência. Jamais duvide da continuidade da vida e de que a vitoria pertence aos que sabem esperar o momento certo de agir.
Fuja da extravagância e do desperdício, pois, afinal, o equilíbrio na vida é um bem inestimável.
Faça uma avaliação da sua vida. Veja o que merece na verdade, sua real atenção e elimine de sua vida o que for supérfluo. 
Não mude seus objetivos. Jamais se agaste de uma decisão tomada de forma consciente e livremente. Saber querer é a base para vencer.

Maria

Coisas Simples

              


                 Paulo Freire, acredita que o dado fundamental das relações de todas as coisas no mundo é o dialogo.  O dialogo é o sentimento do amor tornado ações.
Ex: vídeo Pedro sabe quando apanhar o cacau.
Ex: João sabe imprimir jornal. Se é praticando que se aprende a nadar. (fato);
       Se é praticando que se aprende a trabalhar.
            - É praticando também que se aprende a ler e a escrever. Vamos praticar para aprender e aprender para praticar melhor. Estimula ler e escrever fazendo uso de palavras da sua realidade. O estruturalismo – bem sucedido desde sua origem (organização interna da língua) que Saussure chama sistema – seus sucessores – estrutura: cada elemento da língua só adquire valor na medida em que se relaciona com ou todo.)
                 Além de servir a varias ciências, teve muitas formas no interior da própria linguística uma dessas formas é o funcionalismo – tem como objetivo considerar as funções desempenhadas pelos elementos linguísticos – aspectos fônicos, gramaticais e semânticos.
Aspectos fônicos: a fonologia estabelece através da noção de função que os traços sonoros fisicamente presentes em uma pronúncia, somente alguns têm valor distintivo... “erros” – são partes constitutivas da linguagem e estão inscritos no próprio funcionamento dela.
             CLP (Circulo linguístico de Praga (criado por Mathesius mais iniciou-se com manifesto apresentado em 1928 pelos russos Troubetzkoy, Karcevsky e Jakobson (reunidos em 1925 e a 2ª Guerra Mundial). Estudos da linguagem tomam mais impulso – no domínio  da fonologia e da poética.
             A importância da informática em sala de aula, vem com a proposta de desenvolver a capacidade física, intelectual e moral do educando visando sua melhor integração individual e social.
        Tornando-se mais participativo deixando a postura passiva perante as atividades escolares, fazendo novas descobertas, coletando dados, complementando conteúdos em sala de aula, informando-se e construindo alicerce para sua formação.
           A busca desse objetivo surgiu do pressuposto de que o uso qualificado de recursos digitais na educação traz implicações à prática pedagógica, abrindo um leque de oportunidades de acesso às fontes de informações, altera a forma de organização do trabalho do professor, levando em consideração que a disponibilidade física dos recursos tecnológicos, no meio escolar, por si mesma, não traz garantia de transformações significativas na educação.


Postado por: Maria Magalhães

Serviço Postal


O homem desde os primórdios já sentia necessidade de comunicar-se. No início o uso das tábuas de argila teve sua importância na história, contendo material escrito e datadas em 3.200 a.C, de acordo com pesquisa de arqueólogos.
Historicamente o primeiro serviço organizado de difusão de documentos escritos que se tem notícia remonta a 2400 anos a.C, tendo surgido no Antigo Egito, quando os faraós usavam mensageiros para a difusão de decretos em todo o território do Estado.
No século XII a.C. os egípcios já dispunham de um eficiente sistema postal, sobretudo a partir da IXX dinastia, quando foi criado um serviço permanente de correios. Os mensageiros realizavam o percurso a pé – mesmo os mais longos, e repousavam em estações de pernoite distribuídas ao longo dos "caminhos postais". Os encarregados das estações exerciam rigorosa vigilância durante o repouso para garantir a pontualidade.
O texto a seguir revela carta enviada pelo faraó Amenófis IV do Egito ao seu amigo Kadashman Kharbe, rei da Babilônia:
"Meu irmão Possas tu estar bem. Tua casa, tuas mulheres, teus carros, tua terra, possam estar muito bem. Eu estou bem e minha casa, minhas mulheres, meus filhos, meus nobres, meus cavalos, meus carros, os guerreiros do meu exército estão bem e toda minha terra vai muito bem.
Os persas aperfeiçoaram as normas postais do Egito. O historiador grego Xenofonte descreveu a organização do correio da Pérsia:
"Eis uma invenção utilíssima... Por meio dela, Ciro é prontamente informado de tudo o que acontece nas regiões mais longínquas".
Segundo alguns historiadores e relato do viajante veneziano Marco Polo (século XIII) os chineses foram pioneiros no serviço postal:
"...por todas as estradas, o mensageiro que partisse de Cambaluc e cavalgasse por 40 km, encontrava um belíssimo e enorme palácio destinado aos mensageiros, com magníficas camas guarnecidas de ricos lençóis de seda – adequado até mesmo a um rei.".
O modelo do serviço postal chinês permaneceu inigualável até à formação do Império Romano.

O imperador Augusto desenvolveu o sistema de correios dos romanos, o qual sobressaiu-se pela vasta rede de estradas. A infra-estrutura que permitia aos soberanos governar a enorme extensão de territórios do império a partir de Roma, naturalmente ia além das rodovias. Os romanos denominavam cursus publicus o sistema que garantia a transmissão de notícias, a viagem dos funcionários e o transporte de bens em nome do Estado. Os mensageiros eram chamados tabellarii pelo fato de conduzirem as tabellae - pranchetas de madeira, em suas bolsas de couro. Além dos mensageiros, o Estado utilizava o cisium – espécie de biga puxada por cavalos velozes para despachos rápidos. As clabulas e birotas - puxadas por bois e mulas, eram usadas para serviços de menor urgência. O correio romano era regulamentado por lei.



Os astecas dispunham de excelentes caminhos: canais de drenagem, pavimentação e muros protetores. Possuíam um incipiente sistema telegráfico: as almenaras. Outros sistemas de comunicação dos astecas, além do percurso a pé, eram os rios, onde o mensageiro atravessava a nado ou agarrado a um tronco com a correspondência atada à cabeça. Em abismos, era utilizada uma cesta grande, presa por uma corda e impulsionada por outras duas.  
             O "chasque" era o correio dos incas. Percorriam dois grandes caminhos: o da costa e o das serras, nos quais havia postos para repouso e um organizado sistema de revezamento para mensagens mais urgentes.
A primeira correspondência oficial brasileira foi enviada do Brasil ao rei de Portugal em 1500. Entregue pelas mãos do navegante Pero Vaz de Caminha, a Carta de Caminha contava maravilhas do nosso país então recém-descoberto por Pedro Álvares Cabral.                      
A primeira correspondência oficial brasileira foi enviada do Brasil ao rei de Portugal em 1500. Entregue pelas mãos do navegante Pero Vaz de Caminha, a Carta de Caminha contava maravilhas do nosso país então recém-descoberto por Pedro Álvares Cabral. A Carta de Caminha ficou considerada como a certidão de nascimento do Brasil por ser o primeiro documento oficial.
A Carta Constitucional de 1826, representou um compromisso entre a doutrina da soberania nacional, adaptada sem restrições pela Constituição de 1822, e o desejo de preservar os direitos régios, o que descontentou os vintistas, que eram mais radicais, e os absolutistas, bastante mais conservadores. Acabou, todavia, por ser jurada por todos, incluindo D. Miguel. 
A Carta vigorou durante três períodos: 
elegráfico: as almenaras. Outros sistemas de comunicação dos astecas, além do percurso a pé, eram os rios, onde o mensageiro atravessava a nado ou agarrado a um tronco com a correspondência atada à cabeça. Em abismos, era utilizada uma cesta grande, presa por uma corda e impulsionada por outras duas. 

O "chasque" era o correio dos incas. Percorriam dois grandes caminhos: o da costa e o das serras, nos quais havia postos para repouso e um organizado sistema de revezamento para mensagens mais urgentes.

A primeira correspondência oficial brasileira foi enviada do Brasil ao rei de Portugal em 1500. Entregue pelas mãos do navegante Pero Vaz de Caminha, a Carta de Caminha contava maravilhas do nosso país então recém-descoberto por Pedro Álvares Cabral.                      
A primeira correspondência oficial brasileira foi enviada do Brasil ao rei de Portugal em 1500. Entregue pelas mãos do navegante Pero Vaz de Caminha, a Carta de Caminha contava maravilhas do nosso país então recém-descoberto por Pedro Álvares Cabral. A Carta de Caminha ficou considerada como a certidão de nascimento do Brasil por ser o primeiro documento oficial.
A Carta Constitucional de 1826, representou um compromisso entre a doutrina da soberania nacional, adaptada sem restrições pela Constituição de 1822, e o desejo de preservar os direitos régios, o que descontentou os vintistas, que eram mais radicais, e os absolutistas, bastante mais conservadores. Acabou, todavia, por ser jurada por todos, incluindo D. Miguel. 

A Carta vigorou durante três períodos:



* o primeiro entre Julho de 1826 e Maio de 1828, data em que D. Miguel convocou os três Estados do Reino, que o aclamaram rei e decretaram nula a Carta Constitucional;
* o segundo iniciou-se em Agosto de 1834, com a vitória do Partido Liberal na Guerra Civil e a saída do País de D. Miguel, e termina com a revolução de Setembro de 1836, que proclama de novo a Constituição de 1822 até se elaborar nova Constituição, o que sucedeu em 1838;
* o terceiro período começa com o golpe de Estado de Costa Cabral, em Janeiro de 1842, e só termina em 1910, com a República. Durante este último período sofreu três revisões profundas, em 1852, 1885 e 1896.
Não se sabe ao certo quem foi o seu autor, presumindo-se que tenha sido José Joaquim Carneiro de Campos. Quem quer que fosse utilizou como fontes a Constituição do Império do Brasil, a Constituição de 1822 e a Carta Constitucional outorgada por Luís XVIII de França em 1814. Tiveram ainda influência doutrinal as ideias de Benjamin Constant.



Postado por: Maria Magalhães
fotos: Internet











terça-feira, 2 de junho de 2015

Poema


O Homem e a Mulher

“O homem é a mais elevada das criaturas.
A mulher é o mais sublime dos ideais.
Deus fez para o homem um trono;
Para a mulher um altar.

O trono exalta; o altar santifica.
O homem é o cérebro; a mulher o coração, o amor.
A luz fecunda; o amor ressuscita.
O homem é o gênio; a mulher o anjo.

O gênio é imensurável; o anjo indefinível.
A aspiração do homem é a suprema glória;
A aspiração da mulher, a virtude extrema.
A glória traduz grandeza; a virtude traduz divindade.

O homem tem a supremacia; a mulher a preferência.
A supremacia representa força.
A preferência representa o direito.
O homem é forte pela razão; a mulher invencível pelas lágrimas.




A razão convence; a lágrima comove.
O homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher de todos os martírios.
O heroísmo enobrece; os martírios sublima.

O homem é o código; a mulher o evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é o templo; a mulher, um sacrário.
Ante o templo, nos descobrimos;

Ante o sacrário ajoelhamo-nos.
O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter cérebro;


Sonhar é ter na fronte uma auréola.

O homem é um oceano; a mulher um lago.
O oceano tem a pérola que embeleza;
O lago tem a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa; a mulher o rouxinol que canta.

Voar é dominar o espaço; cantar é conquistar a alma.
O homem tem um fanal; a consciência;
A mulher tem uma estrela: a esperança.
O fanal guia, a esperança salva.

Enfim...
O homem está colocado onde termina a terra;
A mulher onde começa o céu...


Vitor Hugo