quinta-feira, 4 de junho de 2015

Serviço Postal


O homem desde os primórdios já sentia necessidade de comunicar-se. No início o uso das tábuas de argila teve sua importância na história, contendo material escrito e datadas em 3.200 a.C, de acordo com pesquisa de arqueólogos.
Historicamente o primeiro serviço organizado de difusão de documentos escritos que se tem notícia remonta a 2400 anos a.C, tendo surgido no Antigo Egito, quando os faraós usavam mensageiros para a difusão de decretos em todo o território do Estado.
No século XII a.C. os egípcios já dispunham de um eficiente sistema postal, sobretudo a partir da IXX dinastia, quando foi criado um serviço permanente de correios. Os mensageiros realizavam o percurso a pé – mesmo os mais longos, e repousavam em estações de pernoite distribuídas ao longo dos "caminhos postais". Os encarregados das estações exerciam rigorosa vigilância durante o repouso para garantir a pontualidade.
O texto a seguir revela carta enviada pelo faraó Amenófis IV do Egito ao seu amigo Kadashman Kharbe, rei da Babilônia:
"Meu irmão Possas tu estar bem. Tua casa, tuas mulheres, teus carros, tua terra, possam estar muito bem. Eu estou bem e minha casa, minhas mulheres, meus filhos, meus nobres, meus cavalos, meus carros, os guerreiros do meu exército estão bem e toda minha terra vai muito bem.
Os persas aperfeiçoaram as normas postais do Egito. O historiador grego Xenofonte descreveu a organização do correio da Pérsia:
"Eis uma invenção utilíssima... Por meio dela, Ciro é prontamente informado de tudo o que acontece nas regiões mais longínquas".
Segundo alguns historiadores e relato do viajante veneziano Marco Polo (século XIII) os chineses foram pioneiros no serviço postal:
"...por todas as estradas, o mensageiro que partisse de Cambaluc e cavalgasse por 40 km, encontrava um belíssimo e enorme palácio destinado aos mensageiros, com magníficas camas guarnecidas de ricos lençóis de seda – adequado até mesmo a um rei.".
O modelo do serviço postal chinês permaneceu inigualável até à formação do Império Romano.

O imperador Augusto desenvolveu o sistema de correios dos romanos, o qual sobressaiu-se pela vasta rede de estradas. A infra-estrutura que permitia aos soberanos governar a enorme extensão de territórios do império a partir de Roma, naturalmente ia além das rodovias. Os romanos denominavam cursus publicus o sistema que garantia a transmissão de notícias, a viagem dos funcionários e o transporte de bens em nome do Estado. Os mensageiros eram chamados tabellarii pelo fato de conduzirem as tabellae - pranchetas de madeira, em suas bolsas de couro. Além dos mensageiros, o Estado utilizava o cisium – espécie de biga puxada por cavalos velozes para despachos rápidos. As clabulas e birotas - puxadas por bois e mulas, eram usadas para serviços de menor urgência. O correio romano era regulamentado por lei.



Os astecas dispunham de excelentes caminhos: canais de drenagem, pavimentação e muros protetores. Possuíam um incipiente sistema telegráfico: as almenaras. Outros sistemas de comunicação dos astecas, além do percurso a pé, eram os rios, onde o mensageiro atravessava a nado ou agarrado a um tronco com a correspondência atada à cabeça. Em abismos, era utilizada uma cesta grande, presa por uma corda e impulsionada por outras duas.  
             O "chasque" era o correio dos incas. Percorriam dois grandes caminhos: o da costa e o das serras, nos quais havia postos para repouso e um organizado sistema de revezamento para mensagens mais urgentes.
A primeira correspondência oficial brasileira foi enviada do Brasil ao rei de Portugal em 1500. Entregue pelas mãos do navegante Pero Vaz de Caminha, a Carta de Caminha contava maravilhas do nosso país então recém-descoberto por Pedro Álvares Cabral.                      
A primeira correspondência oficial brasileira foi enviada do Brasil ao rei de Portugal em 1500. Entregue pelas mãos do navegante Pero Vaz de Caminha, a Carta de Caminha contava maravilhas do nosso país então recém-descoberto por Pedro Álvares Cabral. A Carta de Caminha ficou considerada como a certidão de nascimento do Brasil por ser o primeiro documento oficial.
A Carta Constitucional de 1826, representou um compromisso entre a doutrina da soberania nacional, adaptada sem restrições pela Constituição de 1822, e o desejo de preservar os direitos régios, o que descontentou os vintistas, que eram mais radicais, e os absolutistas, bastante mais conservadores. Acabou, todavia, por ser jurada por todos, incluindo D. Miguel. 
A Carta vigorou durante três períodos: 
elegráfico: as almenaras. Outros sistemas de comunicação dos astecas, além do percurso a pé, eram os rios, onde o mensageiro atravessava a nado ou agarrado a um tronco com a correspondência atada à cabeça. Em abismos, era utilizada uma cesta grande, presa por uma corda e impulsionada por outras duas. 

O "chasque" era o correio dos incas. Percorriam dois grandes caminhos: o da costa e o das serras, nos quais havia postos para repouso e um organizado sistema de revezamento para mensagens mais urgentes.

A primeira correspondência oficial brasileira foi enviada do Brasil ao rei de Portugal em 1500. Entregue pelas mãos do navegante Pero Vaz de Caminha, a Carta de Caminha contava maravilhas do nosso país então recém-descoberto por Pedro Álvares Cabral.                      
A primeira correspondência oficial brasileira foi enviada do Brasil ao rei de Portugal em 1500. Entregue pelas mãos do navegante Pero Vaz de Caminha, a Carta de Caminha contava maravilhas do nosso país então recém-descoberto por Pedro Álvares Cabral. A Carta de Caminha ficou considerada como a certidão de nascimento do Brasil por ser o primeiro documento oficial.
A Carta Constitucional de 1826, representou um compromisso entre a doutrina da soberania nacional, adaptada sem restrições pela Constituição de 1822, e o desejo de preservar os direitos régios, o que descontentou os vintistas, que eram mais radicais, e os absolutistas, bastante mais conservadores. Acabou, todavia, por ser jurada por todos, incluindo D. Miguel. 

A Carta vigorou durante três períodos:



* o primeiro entre Julho de 1826 e Maio de 1828, data em que D. Miguel convocou os três Estados do Reino, que o aclamaram rei e decretaram nula a Carta Constitucional;
* o segundo iniciou-se em Agosto de 1834, com a vitória do Partido Liberal na Guerra Civil e a saída do País de D. Miguel, e termina com a revolução de Setembro de 1836, que proclama de novo a Constituição de 1822 até se elaborar nova Constituição, o que sucedeu em 1838;
* o terceiro período começa com o golpe de Estado de Costa Cabral, em Janeiro de 1842, e só termina em 1910, com a República. Durante este último período sofreu três revisões profundas, em 1852, 1885 e 1896.
Não se sabe ao certo quem foi o seu autor, presumindo-se que tenha sido José Joaquim Carneiro de Campos. Quem quer que fosse utilizou como fontes a Constituição do Império do Brasil, a Constituição de 1822 e a Carta Constitucional outorgada por Luís XVIII de França em 1814. Tiveram ainda influência doutrinal as ideias de Benjamin Constant.



Postado por: Maria Magalhães
fotos: Internet











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