terça-feira, 7 de julho de 2015

A época – o apogeu e a decadência

A época
O apogeu e a decadência


A época – o apogeu e a decadência

Ocorre quanto à história dos deuses, em Os lusíadas, Antonio José Saraiva valoriza essa unidade da narrativa mitológica que acaba por imprimir maior unidade forma ao conjunto do poema:

“Formalmente, a unidade d’ Os lusíadas é estabelecida pela intriga dos deuses. Baco, Vênus, Júpiter, Netuno, estão em cena desde o principio ao fim do poema (descontando a introdução e o fecho), o qual abre com o concilio dos deuses e termina na Ilha dos Amores. A ação consiste no seguinte: Vênus ajudada por Marte, seu amante, pretende que os portugueses, seus protegidos, cheguem ao fim da viagem; Baco, que entende que o Oriente é domínio seu, esforça-se por perdê-los; para tanto concita contra eles animosidade dos povos costeiros, consegue mover divindades marítimas a desencadearem uma tempestade e, finalmente, induz os mouros de Calicut a conspirarem contra o Gama; mas Vênus, vigilante, intervém junto de seu pai, Júpiter, mobiliza as ninfas do mar, consegue apalaçar a tempestade; finalmente. Para premiar os nautas, prepara-lhes, com a ajuda de seu filho Cupido, uma ilha de delicias, onde eles, conubiando-se com as ninfas, se tornam, como elas, divinos e são admitidos à visão do cosmos, Vasco da Gama à frente, que se torna  esposo da própria deusa do mar.
A ação mitológica, como se vê, dá unidade dramática à narrativa épica. Sem a trama dos deuses, o poema ficaria reduzido a episódios soltos sobre assuntos variados: históricos, geográficos. Líricos, cavalheirescos, etc.
Para unir o mitológico ao histórico, Camões se vale de alguns estratagemas: os deuses disfarçam-se de homens; quando eles intervêm na história, os homens atribuem o fato a um milagre do Deus cristão; passagens, como a do gigante Adamastor, podem ser lidas de duas maneiras coincidentes: o gigante mitológico poderia ser confundido com uma montanha ou uma nuvem da tempestade – quando o gigante chora, é a própria tempestade que deságua.

Um sopro Renascentista

Há ação mitológica projeta-se todo o otimismo do período do Renascimento. Os deuses mitológicos são generosos. Já os heróis históricos são guerreiros. Em nome da propagação da fé cristã, propõem-se a ir à guerra, a matar em nome de Deus. Entretanto, pela criatividade inventiva de Camões, esses deuses mitológicos mais pacifistas ajudam os portugueses.
Assim, o canto inventivo do poeta é que constrói o herói histórico: os homens de armas são transformados em heróis  através da voz do poema. A voz do poeta realça e eleva para o plano divino a ação histórica vivenciada pelos portugueses. Como diz Camões,
“Às musas agradeça o nosso Gama
O muito amor da pátria que as obriga
a dar aos seus na lira nome e fama”.

A inspiração do poeta vem de seu “amor da pátria”. Com toda a liberdade, ele articula a ação das divindades mitológicas, de forma a sensibilizar o leitor com concepções de vida mais plenas, que ultrapassam os limites muito estreitos da tradição cristã da Idade Média.
Vem da articulação entre o mítico e o histórico um sopro renascentista capaz de levar personagens históricas a acreditar que podem ultrapassar limites, como os deuses da mitologia. Pela ação de Vênus, Vasco da Gama suplanta Baco e consegue ficar com Tétis, superando assim o gigante Adamastor que a amava. Os méritos cabem sobretudo a Vênus e seus aliados da mitologia. Como a ação dessas divindades foi inventada pelo poeta, Vasco da Gama deve sua glória ao canto criativo de Camões.

Tudo aparece em Os lusíadas como algo vivo; por ação das associações com a mitologia, tudo é natural. A liberdade de criação acaba mesmo por romper limites de ordem religiosa, em plena época da inquisição: Júpiter, o pai dos deuses, aparece como amante da própria filha, em passagem poética de grande erotismo.

Consciência História

Camões dignifica a capacidade de o homem sonhar e de ultrapassar limites dele próprio. Os lusíadas são um canto contra o egoísmo e a vida rotineira, que dignifica os sonhos mais amplos do ser humano. Além disso, são um canto de esperança, apontando para um sonho utópico dos portugueses de seu tempo: a construção de um império mercantil. Vale-se, para tanto, da mitologia e dos mitos: os portugueses seriam os sucessores dos romanos, como estes foram os sucessores dos troianos.
Entretanto, esse canto de esperança veio num momento de carência nacional: Portugal já estava em decadência. Os lusíadas procuram apresentar a grandiosidade que faltava ao país e Camões, através do poema, sonhava alto para recuperar a esperança perdida e o impulso épico de seu povo, perdido no passado. Procurou ter consciência crítica desse passado ao lado da consciência de que o presente histórico que vivia era muito grave. A crise atingia a todos os setores da vida nacional, deixando sua pátria.
“No gosto da cobiça e na rudeza
Duma austera, apagada e vil tristeza’.
Contra a “cobiça” e “rudeza” dos homens, que levam a pátria a uma “austera, apagada e vil tristeza” busca no sopro das musas do canto poético um homem heróico, com valores políticos e éticos dignificantes. A “austera, apagada e vil tristeza” estava na tirania, na opressão política vivida pelos portugueses, e na existência de uma nobreza parasita, ociosa, por ele criticada no poema. Sua pretensão era que seu canto fosse ouvido por todos: pelo rei, a quem dedica o poema (D. Sebastião) e pelo povo em geral.

Textos comentados
A obra épica

O ENREDO DE OS LUSÍADAS

Canto l

– O poema inicia com a voz do poeta, que é o principal narrador de Os lusíadas. Além dele, aparecem outros narradores. Faz parte deste canto a proposição do poema, a invocação às ninfas do Tejo e a dedicatória a D. Sebastião. O inicio da narração história ocorre com a armada de Vasco da Gama a caminho de Moçambique. Inicio in media res, isto é, no meio das coisas (com a história já iniciada). Ocorre o Concilio dos Deuses para julgarem o destino dos portugueses: Baco é hostil, Vênus e Marte os defendem. Marte propõe, e é aceito por Júpiter, que Mercúrio seja enviado para guiar os portugueses. Baco incita o rei da Ilha de Moçambique contra os navegadores. Vasco da Gama prossegue a viagem até Mombaça (Quênia atualmente).
Canto ll
Continuam as maquinações de Baco, insuflando os mouros contra os portugueses. Estes têm sempre a intercessão de Vênus a seu favor. Vasco da Gama implora proteção celeste, dirigindo-se ao Deus cristão. Vênus intercede junto a Júpiter, que a acalma, profetizando um futuro glorioso para os navegantes. Mercúrio, através de um sonho, aconselha Vasco da Gama a partir. A armada chega a Melinde (cidade hoje pertencente ao Quênia, na África), cujo rei pede a Vasco da Gama que lhe conte a história de seu país.
Canto lll
Narração de Vasco da Gama ao rei de Melinde: a história da primeira dinastia portuguesa. Fazem parte de seu relato, entre outros, o episódio de Egas Moniz, a batalha do Salado, o episódio de Inês de Castro.
Canto lV
Narração de Vasco da Gama ao rei de Melinde: história da segunda dinastia até o inicio da viagem. A ascensão do mestre de Avis a rei de Portugal (D. João l) e os sonhos proféticos de D. Manuel sobre a conquista das Índias. Aparecem ainda neste canto os preparativos da viagem de Vasco da Gama, o embarque e o episódio do Velho do Restelo, que condena o sentido político e moral da viagem.
Canto V
Continua a narração de Vasco da Gama ao rei de Melinde: viagem da armada de Lisboa a Melinde. Integram essa narrativa os episódios do fogo de Santelmo, da tromba (tempestade) marítima, da aventura de Fernão Veloso e do gigante Adamastor. Camões interrompe, às vezes, a narração de Vasco da Gama. Neste canto, por exemplo, lamenta que os grandes navegantes não gostem de poesia.
Canto Vl
A frota parte de Melinde, com um piloto que os guiaria à Índia. Baco pede ajuda aos deuses do mar: Netuno ordena a Éolo (deus dos ventos) que desencadeie uma tempestade. Intervenção salvadora de Vênus: com auxilio das ninfas, estas seduzem os ventos. Chega-se a Calicut (Índia). Nova interrupção de Calmões, que discorre sobre os caminhos da honra e da fama: critica os nobres ociosos.
Canto Vll
Apreciações sobre a política contemporânea a D. Manuel. Descrição da Índia. Desembarque em Calicut e entrevista com samorim (rei de Calicut). O catual (regedor) visita a frota e pede que Paulo da Gama explique o significado das figuras pintadas nas bandeiras. Camões queixa-se de sua vida miserável e das perseguições que sofreu.
Canto Vlll
Explicações de Paulo da Gama: as figuras celebram grandes vultos da história portuguesa. Faz o relato em ordem cronológica. Baco, em sonho, insufla um sacerdote muçulmano contra os portugueses. Vasco da Gama é preso e resgatado a troco de mercadoria. Considerações de Camões sobre o poder do dinheiro e dos malefícios que ele origina.
Canto lX
Os catuais procuram retardar a frota portuguesa, aguardando as naus que chegariam de Meca, mas a armada parte em sua viagem de volta. Vênus resolve recompensar os portugueses por seus feitos heroicos. Pede o auxilio de Cupido e da Fama e prepara a Ilha dos Amores para recebê-los. As ninfas: concentram-se nela todas as belezas naturais. Os portugueses possuem as ninfas. Tétis, a paixão do gigante Adamastor, coube a Vasco da Gama.
Canto X
Banquete no palácio de Tétis, onde uma bela ninfa canta a história futura dos portugueses na Índia. Tétis apresenta a Vasco da Gama a “Máquina do Mundo”: descrição do universo e da Terra. Os portugueses continuam viagem e chegam à pátria. Considerações finais de Camões sobre a má recompensa ordinariamente obtida pelos que servem à pátria, e em ralação a si próprio: ele é pequeno poeta mas competente. Exorta D. Sebastião a ser um bom rei e a conquistar o Marrocos.

VIAGEM DE VASCO DA GAMA (1497 a 1499)

Postado Por: Maria Magalhães



À Minha Querida Amiga...

Amiga


É aquela pessoa com quem sempre dividimos uma porção de coisas, nossos segredos, tristeza causada pela briga com o namorado, um problema no trabalho, a raiva por ter ouvido um não.
Amiga é isso: um ombro quando você precisa de consolo, um sorriso de incentivo, um colo quando você precisa desabafar e uma enorme paciência.
Amiga é quem diz algumas coisas quando você esta precisando ouvir ou apenas ouvir você desabafar, ou ainda quem fica ao seu lado em silêncio quando está triste, mas não quer falar nada.
Amiga também é quem dá uns toques quando você começa a fazer bobagens e ao mesmo tempo sabe ser confidente, palpiteira e quebra todos os seus galhos.
É aquela que não dá ouvidos quando falam mal de você, por que conhece você. 


Uma amiga essa coisa tão preciosa e rara.
Que bom, que você minha amiga, possuia todas essas características.
Eu te agradeço de todo o coração por ter te conhecido. E por ter feito parte da minha vida.


Saudades eternas Amiga Zuleide.
Postado por: Maria Magalhães
fotos: Internet




segunda-feira, 6 de julho de 2015

Sobre esquecimentos...


O amor é o sentimento maior e mais forte do mundo. E vence tudo.

Postado por: Maria Magalhães

O pecado mortal da arrogância – Raul Candeloro

O pecado mortal da arrogância

Depois de ter recebido dezenas de e-mails a respeito, decidi estudar o assunto e dar minha opinião. A questão começou a surgir quando profissionais, geralmente mais jovens ou mulheres, escreviam reclamando de como são tratados em suas empresas. Infelizes, invariavelmente tinham sua produtividade alterada de forma negativa e, deprimidos, só conseguiam pensar em mudar de emprego (ou de chefe).
Comecei então a pesquisar. Por que tantas empresas têm sucesso por algum tempo, crescem e depois entram num período de grande turbulência? Por que alguns gestores perdem os melhores professores da sua equipe docente? Por que algumas instituições são pegas de surpresa pela concorrência?
Todas essas perguntas têm uma mesma resposta: a arrogância.
Uma pessoa arrogante tem estas características:
a) Tem uma opinião irreal das suas próprias habilidades.
b) Considera os outros inferiores (complexo de superioridade).
c) Usa a arrogância como uma forma doentia de manifestar sua própria insegurança.
O líder arrogante, por definição, acha suas próprias ideias e opiniões muito mais importantes do que as de outras pessoas. Espera dos outros nada mais do que obediência submissa e passiva. Frequentemente, desrespeita as pessoas e não suporta ideias contrárias às suas, tratando-as de forma negativa e tachando-as de insolência, insubordinação, incompetência. Como só toleram quem se submete de forma servil, vivem rodeados de puxa-sacos. Afinal de contas, acham que são o centro do universo.

Por debaixo dos panos

No começo da carreira essas pessoas manipulam o sistema para subir a qualquer custo. Muitas vezes têm sucesso, pois sua insegurança, transformada em arrogância, serve de combustível permanente para sua compulsão. A única coisa que os alimenta a alma doentia é “subir”, serem reconhecidos, aplaudidos, venerados.
Serem respeitados é a única forma de apaziguar a neurose e a dor que sentem na alma pela própria insegurança. Então, se transformam em workaholics, especialistas não só no próprio trabalho, mas também em politicagens e intrigas. Por fim, se são superiores (pelo menos na sua própria concepção), acham justo utilizar qualquer arma – mesmo que seja a trapaça – para subir ou para alcançar o sucesso.
O problema é que esse sucesso estimula a arrogância latente, e essa leva ao fracasso. Alguém que se considera perfeito não fará nenhum esforço para melhorar ou aprender. Afinal, como melhorar algo que é perfeito? O arrogante invariavelmente se acomoda e acaba derrubado pela sua própria complacência e estagnação.
A arrogância também serve de véu, o qual cobre as imperfeições de si mesmo.

Postado por: Maria Magalhães

Prosa - As várias Ficções.

PROSA – As Várias Ficções: Conto, Crônicas, Romance

Existem procedimentos básicos na abordagem da prosa em geral. Além da escolha cuidadosa dos textos à qual já me referi, adoto estratégias muito definidas para a leitura da ficção, entre elas, duas me parecem indispensáveis, se PE que quero fazer com que meu aluno leia e entenda o que lê.
1) Abolir a falsa oposição entre realidade ficcional e realidade vivencial: tudo é possível diante da linguagem literária.
2) Estudar o simbolismo da linguagem e da realidade ficcionais: simbolismo do espaço, da ordem dos acontecimentos (tempo) da narrativa), da personagem (que nunca é uma pessoa, embora possa representá-la), do ponto de vista ou narrador.
Determinadas narrativas favorecem essa, por assim dizer, ‘educação para a ficção ‘. São aqueles textos pertencentes ao teoricamente chamado ‘realismo mágico’, à literatura do absurdo, ao fantástico. Nesses, o aparente contraste entre a ficção e a realidade se dá de modo mais palpável, mas em qualquer romance do período realista-naturalista ou romântico posso perceber o caráter simbólico da criação e da linguagem.
O entendimento da ficção requer também a compreensão da história lida como um todo. Essa compreensão exige uma prática já um tanto esquecida, mas muito comum no meu tempo de escola: o resumo.
Os resumos me parecem importantes na medida em quem com eles, posso reduzir a narrativa à sua unidade mínima e, com isso, mostrar a simplicidade dos enredos. Chegamos, dessa forma, a diversas conclusões e entre elas a uma descoberta essencial: o que importa na narrativa é que nos é revelado durante o tempo da narração. 

Leitura: uma aprendizagem de prazer – Vargas, Suzana, 4ª edição, 2000 – Ed.José Olympio R.J.

Texto págs. de 12 a 15.

Postado por: Maria Magalhães


Mensagem de Mãe Maria

Amados Filhos

Que as bênçãos do amor tragam paz aos vossos corpos, mentes e corações.
É chegado o tempo de a humanidade resgatar o controle sobre suas vidas, é chegado o tempo de varrer o caos existente em vosso planeta, para tornar possível o retorno da paz e da alegria na vida dos Filhos da Terra.
Sabeis já que não existe um destino pré-determinado para cada um de vós. Não, amados!
O Pai Criador vos dotou de livre-arbítrio, do poder de escolha e, assim, vós escolheis vosso destino.
Vosso destino só depende de vós, de vossas escolhas, escolhas que se baseiam em uma primeira escolha: ser feliz ou infeliz. Escolher sofrer ou ser feliz é uma decisão pessoal de cada Filho da Terra e a única verdadeira escolha disponível para todos vós.
Não se elimina o caos cultivando o sofrimento e alimentando o limite; não se elimina o caos acreditando que vossa felicidade depende das decisões de outras pessoas, sejam essas pessoas vossos governantes, vossos amigos, vossos pretensos inimigos, aqueles que vos rodeiam, que direta ou indiretamente fazem parte de vossas vidas.
Não, amados!
O caos só pode ser varrido de vossas vidas quando acreditardes na felicidade, não como uma remota possibilidade, mas sim como uma certeza de que ela pode ser conquistada através do exercício do poder ilimitado que o Pai vos ofertou.
Certeza, amados! Certeza que sois Filho de Deus, certeza de que sois um co-criador, certeza de que podeis transformar o mundo caótico em um mundo alegre e feliz, pleno e ilimitado.
Vossos mestres e guias já disponibilizaram todas as ferramentas para que possais acelerar vossos processos de transformação; todavia, nenhuma delas será eficaz se não estiver acompanhada da certeza do que sois.
Lembrai-vos, sois Filhos de Deus, plenos de poder eis que plenos das virtudes do Pai.
Tudo que o Pai é vós sois!
Sem essa certeza não podereis mudar vossas vidas, não conseguireis transformar vossas crenças e vossos limites, e sem transformar vossas crenças e vossos limites continuareis sim criando caos e sendo dominados pelo caos. O Pai não vos criou para sofrer, amados!
Fostes criados para ser feliz, e ser feliz exige de vós o trabalho consciente de impor a vontade de vossas almas à consciência de vossos egos em todos os momentos de vossas vidas.
Vossas almas anseiam pela manifestação do amor em vossas vidas; vossas almas clamam para que a expressão “amai ao próximo com a vós mesmo” seja a tônica e a escolha maior de vossas vidas.
Vossas almas vos apontam a necessidade premente de “ser e crer”; ser como o Criador, amando a tudo e a todos, e crer na vossa herança divina que vos legou o poder de ser feliz.
Essa é vossa meta, esse e o vosso propósito. Aceitai-o, pois, aceitando vosso poder, o poder de enxergar a verdade e na verdade mudar, mudar vossa conduta, mudar vossa vida com a certeza que a felicidade aí está para ser vivenciada por todos com muito amor e muita alegria.
Bem amados, que vossas orações sejam os instrumentos para alimentar a certeza que a humanidade precisa reconquistar, certeza de que o mundo do ilimitado é um direito divino possível de ser conquistado por todos os Filhos da Terra.
Bem amados. Eu vos deixo agora, derramando sobre todos vós as minhas bênçãos, e envolvendo a todos no meu manto de proteção, porque Eu Sou Maria, Vossa Mãe.”

Esquecer é normal...


Saiba que:

Um adulto normalmente esquece 90% do que lê, 80% do que escuta, 70% do que vê e 30% do que fala. Na velhice, é natural que a capacidade de retenção de informações seja reduzida. Médicos consultados por conceituada revista, dizem que os lapsos de memória só devem preocupar quando estão associados a casos de doença ou cansaço crônico.
Condição prejudicial à memória: falta de sono
O que mostram as pesquisas: 83% dos estudantes que dormem pouco têm dificuldade para memorizar o conteúdo das aulas.

Alcoolismo: o hipocampo de um alcoólatra é 10% menor que de uma pessoa sem vícios. Essa é uma região do cérebro vital para a memória. 

Sociolinguística ou sociologia da linguagem?

A Sociolinguística

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A Sociolinguística: é a ciência que estuda a língua da perspectiva de sua estreita ligação com a sociedade onde se origina. Para a sociolinguística a língua existe enquanto interação social, criando-se e transformando-se em função do contexto sócio-histórico. Enquanto que a sociologia da linguagem: há uma versão para cada autor. Mas é em Ferdinand de Sausurre que vamos encontrar a distinção entre linguagem e palavra; a primeira sendo um fato social e sistemática, e a segunda, a palavra individual, estaria constantemente em movimento de acordo com os estados afetivos do indivíduo.
A sociolinguística estuda a variedade linguística a partir de dois pontos de vista:
O diacrônico (histórico), o pesquisador estabelece ao menos dois momentos sucessivos de uma determinada língua, descrevendo-os e distinguindo as variantes em desuso (arcaismos). O sincrônico (mesmo plano temporal), o pesquisador pode abordar seu objeto a partir de três pontos de vista:
a) geográfico (ou diatópico);
b) social (ou diastrático);
c) estilístico (contextual ou diafásico).
Na perspectiva geográfica implica no estudo dos falares de comunidades linguísticas distintas em espaços diferentes, mas em um mesmo tempo histórico. Os dialetos ou falares dessas comunidades produzem os regionalismos. Os estudos de caráter geográfico distinguem uma linguagem urbana - cada vez mais próxima da linguagem comum - de uma linguagem rural, isolada, em gradual extinção devido também ao avanço dos meios de comunicação.
Quanto à perspectiva social implica no estudo dos falares de diferentes grupos dentro de uma mesma comunidade. Os falantes são agrupados principalmente por nível sócio-econômico, escolaridade, idade, sexo, raça e profissão. Observa e analisa-se a distinção entre um dialeto social/culto (considerado a língua padrão) - que é preso à gramática normativa, é a língua ensinada nas escolas - e um dialeto social/popular mais ligado à linguagem oral do povo e às situações menos formais de comunicação.


Texto: Maria Magalhães

Aluísio Azevedo

Ilustre Maranhense

Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo nasceu em São Luís, Maranhão, em 14 de abril de 1857, filho de Davi Gonçalves de Azevedo e de Emília Branco. Em 1870 matricula-se no Liceu Maranhense e estuda também pintura. Viajou aos 17 anos para o Rio de Janeiro a chamado do irmão, o teatrólogo Artur Azevedo. Iniciando seus estudos na Academia Imperial de Belas Artes. Logo passou a colaborar, com caricaturas de “O Fígaro” e poesias, em jornais e revistas. Com a morte de seu pai resolve voltar para São Luís em 1878. Estréia no teatro com a peça “Os doidos” em colaboração com Artur Azevedo. A partir da publicação de seu primeiro romance, “Uma lágrima de Mulher” em 1880, viveu durante 15 anos do que ganhava como escritor. Funda A Pacotilha e lança “O Pensador’ também em 1880. Encerrando sua carreira literária ao ingressar por concurso na carreira diplomática em 1895, a serviço do Brasil, Itália, Paraguai e Argentina.

Crítico impiedoso da sociedade brasileira e de suas instituições, o romancista Aluísio Azevedo abandonou as tendências românticas em que se formara para tornar-se, influenciado por Eça de Queirós e Èmile Zola, o criador do naturalismo no Brasil. Preocupado com a realidade cotidiana, seus temas prediletos foram o anticlericalismo, a luta contra o preconceito de cor, o adultério, os vícios, o povo humilde.


     

Em 1881 saiu “O Mulato”, publicado no auge da campanha abolicionista e provocou enorme escândalo. O autor tentava analisar a posição do mestiço na sociedade maranhense de seu tempo e atacou o preconceito racial. Foi este o inicio de sua fase de produções até 1895 escreveu ao todo 19 trabalhos, entre romances e peças teatrais. Continuou colaborando em jornais e revistas, com caricaturas, contos, críticas e novelas. Ele próprio tentou lançar em São Luís um periódico anticlerical intitulado “O Mulato”. A reação hostil da sociedade provinciana e do clero fez com que voltasse definitivamente para o Rio de Janeiro.
Além de “O Mulato”, os romances que o consagraram perante a crítica e o público foram “Casa de Pensão em 1884 e “O Cortiço” em 1890, considerado sua obra prima. No primeiro, inspirado num caso da crônica policial do Rio, em que descreve a vida das pensões chamadas familiares, onde se hospedavam jovens que vinham do interior para estudar na capital. Em “O Cortiço” narra, em linguagem vigorosa, a vida miserável dos moradores de duas habitações coletivas.
Entre seus demais romances estão:

A Condessa Vésper 1902, publicado inicialmente em rodapé da Gazetinha, sob o título Memórias de um Condenado em 1882;
         

Girândola de Amores em 1900, publicado inicialmente em folhetim na Folha Nova em 1882;
         

O Homem em 1887;

         

O Coruja 1895, publicado inicialmente em rodapé de O País em 1889;


O Esqueleto (Mistério da Casa de Bragança) em 1890, publicado só o pseudônimo de Victor Leal;

           

A Mortalha de Alzira em 1893;

        

O Livro de uma Sogra em 1895, além dos contos “Os Demônios” em 1890.


     

Membro fundador da Academia Brasileira de Letras (cadeira de nº 4), Aluísio Azevedo morreu em 21 de janeiro de 1913 (de miocardite), em Buenos Aires, Argentina, onde ocupava o posto de vice-cônsul do Brasil.

Postado por: Maria Magalhães