terça-feira, 17 de novembro de 2015

Ensino de língua portuguesa e contextos teórico-metodológicos



        O ensino de língua portuguesa no Brasil geralmente nos remete a exploração da gramática normativa motivado por fatores externos e internos. Mesmo com o sistema de ensino já organizado, a disciplina português passou a integrar os currículos escolares brasileiros no final do século XIX.
          O ensino de português direcionava-se à alfabetização, e somente a elite continuava os estudos com as práticas de leituras, escritas, gramática do latim, estudo da retórica e poética. Dessa forma, ensinar português era levar ao educando as regras gramaticais de funcionamento dessa variedade linguística de prestigio à classe baixa enquanto que, a elite no ensinar português atingia os objetivos propostos. 
           A linguística e suas áreas abrangente nos trazem a contribuição teórica que influenciam a metodologia de ensino da língua portuguesa, com destaque para a teoria da aprendizagem de Vygotsky, considerando aspectos inseridos no processo de ensino e/ou aprendizagem de uma língua.
        Segundo Vygotsky, a concepção de aprendizagem em consequência da interação dialética de um indivíduo com outros num determinado grupo social reflete a importância da dimensão social no processo de desenvolvimento do ser humano. 
         Vygotsky diz que a escrita constitui um conjunto de símbolos de segunda ordem, os símbolos escritos funcionam como designações dos símbolos verbais.


          As escolas possui um papel muito importante no que diz respeito ao acesso para o conhecimento científico que vem sendo construído e acumulado pela humanidade, na formação de conceitos, sejam eles, cotidianos ou científicos. O ser humano sofre mudanças ao confrontar-se e interagir com esse conhecimento, e com as novas formas de pensar e atuar em seu meio que deve proporcionar desafios, estímulos ao intelecto do ser em questão para que ele possa conquistar diferentes estágios de raciocínio. Assim, a educação escolar possui um importante papel na apropriação dos conhecimentos pelo indivíduo.
          Como resultado de pesquisa sobre os estudos referentes ao letramento que investigam  práticas sociais as quais estão inseridas as escritas, seus usos, funções, eleito sobre o indivíduo e a sociedade como um todo, aprontam que os usos linguísticos situam-se no espaço e no tempo, e são a sedimentação de práticas sociais desenvolvidas e testadas, que se sedimentam na condição de estruturas de nome gêneros.
          De acordo com as informações já citadas o tetramento não é único, mas há vários letramentos relativos aos vários contextos sociais, culturais pois não é possível falar de um sujeito iliterato, a medida que há letramento diferente, consequentemente só há sujeitos menos ou mais letrados, já que no domínio discursivo, ele terá mais prática de letramento e, em outro, menos. 
            Quanto às renovações metodológicas, sabemos que estuda-se português nos próprios manuais de gramática e quem tinha acesso à escola seguia o modelo padrão, pois tinham práticas de leituras e escrita em suas casas, dominavam o registro linguístico, dessa forma estudar as regras gramaticais não era tão difícil.   
           As transformações nas condições de ensino aprendizagem de português se deu na década de 50, a escola foi pressionada pelas classes populares para receber os alunos de outras classes sociais com práticas de letramento adequada à nova clientela.
         As propostas de ensino, no entanto permaneceram praticamente as mesmas, de análise gramatical juntamente como estudos dos textos. Foi instituído os níveis de ensino de fundamental e Ensino Médio, e ainda o ensino da matéria comunicação e expressão, ampliando o ensino de língua para as linguagens, levando em consideração o estudo em atividade sem a sistematização de conhecimento isto até a 6º ano.
            Na década de 70, linguísticamente concebia-se a língua como instrumento de comunicação, influenciada pela teoria da informação divulgada na época. A língua era um código o qual se enviava mensagem, com funções variadas e como o ensino devia ser de comunicação e expressão, através de códigos variados, os livros didáticos de português, sofreram alterações textuais, ganhando novas ilustrações, com quadrinhos, notícias jornalísticas para leitura e análise, diversificando e ampliando a seleção textual pra que assim os alunos pudessem lê-los, analisá-los e produzi-los.

             
Quanto aos manuais de língua portuguesa do ensino fundamental e médio, revela-se uma tendência pra a introdução de tiras, histórias em quadrinhos e propagandas retiradas de revistas, jornais para a leitura e estudos gramaticais, pois essas prática tem contribuído consideravelmente para o estudo de texto da mídia nas aulas de português.
            Concluindo assim, elegendo ou não uma variedade linguística padrão do português brasileiro, acredita-se que o ensino de português deve privilegiar o texto seja qual o seu gênero.

Postado por: Maria Magalhães
Imagens: Internet




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