ARLETE NOGUEIRA DA CRUZ
MACHADO
Hoje, poetisa
contemporânea maranhense nasceu na estação ferroviária de Cantanhede, no
interior do Maranhão em 1936. Onde iniciou
seus estudos. Seu pai, Raimundo Nogueira da Cruz, foi Agente da Estação da
Estrada de Ferro São Luís/Teresina e sua mãe, Enoi Simão Nogueira da Cruz,
poetisa e cronista que escrevia com o nome literário de Márcia de Queiroz e
autora de um livro. Poemas, organizado e publicado pela filha, em l993, numa
homenagem póstuma à mãe. A poetisa é casada com o poeta Nauro Machado e tem um
filho Frederico da Cruz Machado.
Arlete iniciou-se nas letras
ainda muito pequena, com oito anos escreveu um pequeno conto intitulado de “Dois velhinhos”.
Quando tinha 12 anos sua
família transferiu-se para São Luís onde prosseguiu seus estudos. Fez o curso
colegial no Colégio Rosa Castro e o antigo científico no Liceu Maranhense.
Licenciada em Filosofia pela UFMA, cursou o Mestrado em Filosofia Contemporânea
na PUC - Rio de Janeiro, mestra em literatura e conferencista. Merece destaque
na literatura maranhense, como poetisa, contista, romancista, É professora
aposentada da UFMA e exerceu vários cargos na área da Cultura onde procurou
desenvolver importante trabalho a favor das artes no Maranhão, trabalho na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, onde
lecionou Filosofia Contemporânea.
Entre as décadas 60, 70 e
80 teve incursões no jornalismo e relevante atuação na vida cultural maranhense.
Seu primeiro livro “A parede”, lançado em 1961, foi escrito
quando tinha menos de 20 anos. Josué Montello, que descobriu esse livro numa
viagem que fez a São Luís, em 1959, inscreveu-o na Academia Brasileira de
Letras, onde obteve o terceiro lugar no Prêmio Júlia Lopes de Almeida, em 1960.
Suas publicações:
1. A parede (romance) com três edições:
1961, 1993, 1998
2. Cartas da paixão (pequenos ensaios
filosóficos) – com duas edições: 1969, 1998.
3.Compasso
binário (romance) – com duas edições: 1972, 1998
4. Canção das horas úmidas (poesia) – com uma edição: 1975
4. Canção das horas úmidas (poesia) – com uma edição: 1975
5. Litania da Velha (poema) – com quatro
edições: 1995, 1997, 1999, 2002.
6. Contos inocentes (contos) – com duas
edições: 2000, 2001.
7. Em
1998, graças ao empenho de Ivan Junqueira, sua prosa reunida com o nome de Trabalho Manual (Imago Editora, Rio,
1998), através de um convênio entre a Biblioteca Nacional e a Universidade de
Mogi das Cruzes.

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