sábado, 12 de janeiro de 2019

VIDA E OBRA DE ARLETE NOGUEIRA DA CRUZ MACHADO


ARLETE NOGUEIRA DA CRUZ MACHADO




Hoje, poetisa contemporânea maranhense nasceu na estação ferroviária de Cantanhede, no interior do Maranhão em 1936. Onde iniciou seus estudos. Seu pai, Raimundo Nogueira da Cruz, foi Agente da Estação da Estrada de Ferro São Luís/Teresina e sua mãe, Enoi Simão Nogueira da Cruz, poetisa e cronista que escrevia com o nome literário de Márcia de Queiroz e autora de um livro. Poemas, organizado e publicado pela filha, em l993, numa homenagem póstuma à mãe. A poetisa é casada com o poeta Nauro Machado e tem um filho Frederico da Cruz Machado.
Arlete iniciou-se nas letras ainda muito pequena, com oito anos escreveu um pequeno conto intitulado de “Dois velhinhos”.
Quando tinha 12 anos sua família transferiu-se para São Luís onde prosseguiu seus estudos. Fez o curso colegial no Colégio Rosa Castro e o antigo científico no Liceu Maranhense. Licenciada em Filosofia pela UFMA, cursou o Mestrado em Filosofia Contemporânea na PUC - Rio de Janeiro, mestra em literatura e conferencista. Merece destaque na literatura maranhense, como poetisa, contista, romancista, É professora aposentada da UFMA e exerceu vários cargos na área da Cultura onde procurou desenvolver importante trabalho a favor das artes no Maranhão, trabalho na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, onde lecionou Filosofia Contemporânea.
Entre as décadas 60, 70 e 80 teve incursões no jornalismo e relevante atuação na vida cultural maranhense.
Seu primeiro livro “A parede”, lançado em 1961, foi escrito quando tinha menos de 20 anos. Josué Montello, que descobriu esse livro numa viagem que fez a São Luís, em 1959, inscreveu-o na Academia Brasileira de Letras, onde obteve o terceiro lugar no Prêmio Júlia Lopes de Almeida, em 1960.


Suas publicações:

1. A parede (romance) com três edições: 1961, 1993, 1998
2. Cartas da paixão (pequenos ensaios filosóficos) – com duas edições: 1969, 1998.
3.Compasso binário (romance) – com duas edições: 1972, 1998
4. Canção das horas úmidas (poesia) – com uma edição: 1975
5. Litania da Velha (poema) – com quatro edições: 1995, 1997, 1999, 2002.
6. Contos inocentes (contos) – com duas edições: 2000, 2001.
7. Em 1998, graças ao empenho de Ivan Junqueira, sua prosa reunida com o nome de Trabalho Manual (Imago Editora, Rio, 1998), através de um convênio entre a Biblioteca Nacional e a Universidade de Mogi das Cruzes.


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