Tu conheces o meu sentar, e
o meu levantar, de longe entendes o meu pensamento. Esquadrinhas o meu andar, e
o meu deitar, e conheces todos os meus caminhos. Sem que haja uma palavra na
minha língua, eis que, ó Senhor, tudo conheces. Tu me cercaste em volta, e
puseste sobre mim a tua mão.
Tal conhecimento é
maravilhoso demais para mim; elevado é, não o posso atingir. Para onde me irei
do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua presença?
Se subir ao céu, tu aí estás;
se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também.
Se tomar as asas da alva, se
habitar nas extremidades do mar, ainda ali a tua Mao me guiará e a tua destra me
susterá.
Se eu disser: Ocultem-me as
trevas; torne-se em noite a luz que me circunda; nem ainda as trevas são
escuras para ti, mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para
ti a mesma coisa.
Para ti a mesma coisa. Pois
tu formaste os meus rins; entreteceste-me no ventre no ventre de minha mãe. Eu
te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado,
maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.
Os meus ossos não te foram
encobertos, quando no oculto fui formado, e esmeradamente tecido nas
profundezas da terra. Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e
no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias.
Postado por: Maria Magalhães.

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